Sindicato FIFPro pede medidas contra insultos a jogadores
Em plena Copa do Mundo, o FIFPro, sindicato mundial de jogadores profissionais, fez um apelo neste sábado (4) pedindo medidas para proteger os atletas dos insultos, frequentemente de caráter racista, que podem sofrer especialmente na internet.
"Ao longo do torneio, os jogadores estão sendo vítimas de insultos tanto na internet como pessoalmente, muitos de natureza racista e discriminatória", denunciou o sindicato, que considera que esses fatos "não são isolados".
"É necessário que os responsáveis por esses atos recebam punições significativas e que haja um compromisso coletivo de atores como as forças de ordem, as plataformas de redes sociais, a imprensa, os torcedores e a sociedade civil para reverter essa tendência", pediu o FIFPro.
"Os jogadores carregam sobre seus ombros as expectativas de toda uma nação, mas isso nunca deve acontecer em detrimento de sua segurança, dignidade e bem-estar", acrescenta o comunicado.
Na última quarta-feira, o Serviço de Moderação de Mídias Sociais (SMPS) da Fifa anunciou que havia "identificado 89 mil publicações ofensivas durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026", das quais 11% eram racistas, a maior parcela desde o início do torneio.
"Os insultos racistas estão aumentando e se tornaram uma ameaça constante ao bem-estar dos jogadores", denunciou o SMPS, lançado em 2022.
O discurso de ódio online também continuou com o início da fase de mata-mata do Mundial: na última segunda-feira, os holandeses Crysencio Summerville, Justin Kluivert e Quinten Timber foram alvo de uma onda de insultos racistas após errarem suas cobranças na disputa de pênaltis que eliminou os Países Baixos contra o Marrocos, conforme denunciado publicamente pela Federação Holandesa de Futebol.
B.Fabre--PP