Petit Parisien - Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo

Paris -
Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo
Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo / foto: Stu Forster - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo

Com o retorno de Miguel Almirón, o Paraguai promete dar trabalho à poderosa Alemanha, que superou o trauma das eliminações na fase de grupos, mas que agora precisa provar nos 16-avos de final da Copa do Mundo que está no mesmo nível dos favoritos ao título.

Tamanho do texto:

Paraguaios e alemães voltarão a se enfrentar em um Mundial depois de 24 anos, desde quando estiveram frente a frente nas oitavas de final da edição de 2002, na Coreia do Sul e no Japão.

A equipe sul-americana disputou aquela partida com garra e determinação, mas um gol de Oliver Neuville nos instantes finais garantiu a vitória da 'Mannschaft'.

Para os comandados de Gustavo Alfaro, o duelo desta segunda-feira (29), em Boston, representa uma oportunidade única de mostrar ao mundo que é possível derrubar um gigante do futebol mundial.

O Paraguai soube sofrer, conseguiu renascer das cinzas durante as Eliminatórias e no Grupo D da Copa do Mundo, quando, graças a um trabalho de equipe impecável, superou a Turquia e se manteve vivo mesmo jogando todo o segundo tempo tempo com um homem a menos após a expulsão de Almirón.

- "Lutar até o final" -

O zagueiro Gustavo Gómez, pilar da defesa e capitão da equipe, publicou uma mensagem nas redes sociais para mobilizar seus companheiros e uma torcida que esperou 16 anos para voltar à Copa do Mundo.

"Voltamos para competir e vamos lutar até o final. Colocamos o Paraguai de pé diante dos olhos do mundo!", escreveu o jogador do Palmeiras.

"Quando um paraguaio acredita, nada é impossível", avisou Gómez.

As palavras do capitão paraguaio estão alinhadas com o discurso motivacional que faz parte do DNA de Alfaro.

O treinador argentino conseguiu fazer a equipe se recuperar da goleada de 4 a 1 sofrida para os Estados Unidos na estreia, após uma vitória por 1 a 0 sobre a Turquia e um empate sem gols com a Austrália.

O Paraguai chega ao confronto contra a Alemanha com pouco a perder e, além disso, tem um motivo para sorrir: o retorno de Almirón.

O meia-atacante Atlanta United, da MLS, falou com um adversário enquanto cobria a boca e recebeu cartão vermelho nos instantes finais do primeiro tempo contra a Turquia.

A intervenção do VAR resultou na expulsão do jogador, marcando um novo marco na arbitragem como o primeiro cartão vermelho aplicado sob a nova regra conhecida como "Lei Vini Jr.", que visa impedir insultos racistas.

Com Almirón à disposição, mas ainda em dúvida quanto ao retorno do zagueiro Omar Alderete devido a uma lesão e sem Diego Gómez no meio-campo após receber o segundo cartão amarelo, Alfaro terá de elaborar uma estratégia sem falhas.

- Sem margem de erro -

Para a Alemanha, a pressão é maior.

A equipe comandada pelo técnico Julian Nagelsmann encerrou sua campanha no Grupo E com uma derrota amarga para o Equador (2 a 1), mas aliviada ao conseguir passar da primeira fase depois de não avançar ao mata-mata do Mundial nas duas edições anteriores.

Para Rudi Völler, diretor esportivo da Federação Alemã de Futebol, o jogo contra os equatorianos já é passado e não pode ser comparado com o confronto de vida ou morte com o Paraguai.

"Vai ser um jogo contra um adversário que provavelmente jogará mais recuado e com muita força física", alertou o ex-jogador alemão, destacando a qualidade e a experiência internacional de alto nível de uma equipe que impõe respeito desde o gol, com o veterano Manuel Neuer.

No entanto, Völler e o capitão Joshua Kimmich afirmaram que a Alemanha não pode se dar ao luxo de cometer mais perdas de bola e erros defensivos grosseiros.

No ataque, Jamal Musiala, Aleksandar Pavlovic e Florian Wirtz também têm muito a provar.

O vencedor do duelo enfrentará nas oitavas de final quem passar do confronto entre França e Suécia.

X.Castaing--PP