Partido pede levantamento imediato da inabilitação de María Corina na Venezuela
O partido da venezuelana María Corina Machado pediu nesta quinta-feira o levantamento "imediato" de sua inabilitação política, após uma juíza confessar que foi forçada a assinar a medida que impediu a líder opositora de concorrer nas eleições de 2024.
Vencedora das primárias da oposição no ano anterior, María Corina não pôde disputar as eleições presidenciais e indicou o diplomata Edmundo González para substituí-la. O presidente posteriormente deposto Nicolás Maduro foi proclamado vencedor do pleito, denunciado pela oposição como uma fraude.
Barbara Cesar Siero, 51, juíza do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2024, afirmou à AFP que dois de seus irmãos e sua cunhada, militares, foram presos em dezembro de 2023 para forçá-la a assinar o documento que inabilitou María Corina.
"Essa inabilitação deve ser levantada IMEDIATAMENTE", exigiu o partido Vente Venezuela, em comunicado no qual ressaltou que a medida foi "ilegal desde a sua origem", por ter sido ratificada por meio de pressão sobre a juíza.
"Prender e punir membros da família para vencer a vontade de uma pessoa" revela "até onde o aparato criminoso do chavismo foi capaz de chegar para perseguir politicamente" seus opositores, manifestou o partido da opositora.
V.Roy--PP